Polícia recolheu na sede da Gaviões da Fiel facas, martelos e barras de ferros
O presidente da Gaviões da Fiel, Antonio Alan Souza Silva, o Donizete, se apresentou nesta quinta-feira à Polícia Civil de São Paulo. Ele tem prisão temporária decretada por conta de suposto envolvimento em briga entre torcedores de Corinthians e Palmeiras, que resultou nas mortes de dois integrantes da Mancha Alviverde.
Donizeti estava foragido. O advogado do presidente da Gaviões, Ricardo Cabral, protocolou pedido de revogação prisão, alegando o que seu cliente é inocente. Advogado e cliente se apresentaram ao 77º. Distrito Policial, no bairro de Santa Cecília. No começo da noite, Donizete foi levado exame de corpo de delito, na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância e trazido de volta para a DP onde crumprirá os 30 dias de prisão temporária.
Segundo fontes da Decradi, Donizete tinha pleno conhecimento da marcação de briga entre integrantes da Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde.
A Decradi pediu a prisão temporária de Donizeti, aceita pelo Ministério Público. Desde a segunda-feira o dirigente era considerado foragido. A apresentação de Donizeti já havia sido acertada com a Polícia Civil, informou o advogado.
Foi decretada prisão temporária também para o vice-presidente da Gaviões, Wagner da Costa, que está foragido. Três membros da torcida uniformizada estão presos acusados de participação na morte de André Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli, ambos da Mancha.
Lucas Lezo, irmão de André, está preso e foi indiciado. Em sua residência foram encontradas armas e materiais que poderiam ter sido usados na briga ocorrida na Avenida Inajar de Souza. Outros dois integrantes da Mancha estão presos.
O argumento da Mancha de que a Gaviões armou emboscada não foi levado em conta pela Decradi. A confusão foi marcada na internet. A morte de um torcedor corintiano no ano passado, Douglas Silva, aumentou a tensão entre as torcidas uniformizadas.
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