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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Camaçari: Câmara aprova lei que proíbe celular em bancos; ‘Atitude é paliativa’, diz sindicato

Camaçari: Câmara aprova lei que proíbe celular em bancos; ‘Atitude é paliativa’, diz sindicato
Foto: Leandro Soares/AE
Um projeto de lei que proíbe o uso de celular no interior das agências bancárias foi aprovado nesta terça-feira (2) pela Câmara de Vereadores de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. O autor do texto, o vereador Júnior Borges (DEM), defendeu que a medida levará mais segurança aos usuários, mas que exige apoio da população. “Essa não é uma proposta de mão única. Estamos fazendo a nossa parte, mas é preciso que a prefeitura fiscalize e os bancos se adéquem à nova lei”, salienta. A lei ainda precisa ser sancionada pelo prefeito Ademar Delgado (PT) mas, segundo a assessoria da prefeitura, ainda não chegou no gabinete. Ainda assim, de acordo com o setor de comunicação, por se tratar de uma questão de segurança, a aprovação é “provável”. A lei já existe em algumas cidades do país, inclusive em Salvador – onde começou a valer em maio de 2010. Mas para o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, a medida “não é benéfica” para a população. “É uma atitude paliativa para um problema estrutural. A proibição não é a melhor solução para a falta de segurança nas instituições bancárias”, criticou. Vasconcelos afirma que os bancos só investem 5% do orçamento na área de segurança e, deste valor, cerca de 90% seria voltado para a proteção do internet banking – segurança dos sistemas de serviço online –, o que deixaria as agências “desguarnecidas”. Para ele, para coibir as ações de criminosos seriam necessárias ações mais concretas, como instalação de biombos na frente de caixas e terminais de autoatendimento, lâminas de segurança e vidros blindados, além da exigência de portas giratórias. “Os bancos não cumprem todas as ações de segurança. Além disso, é inadmissível a circulação livre de explosivos e a falta de fiscalização das forças armadas”, reclamou, em referência ao número crescente de explosões e arrombamentos de caixas eletrônicos no estado. De acordo com o presidente, não há informações concretas sobre se o número de saidinhas bancárias aumentou ou não em Salvador após a vigência da lei, por causa da subnotificação dos casos. “Muitas pessoas não registram queixa. Além disso, a depender da distância da agência para onde ocorreu o assalto, a polícia não considera como saidinha”, explicou.

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