Presos gerentes de postos que aproveitaram greve para aumentar preços
A partir de denúncias de consumidores de aumento abusivo de combustíveis em postos de São Paulo, equipes do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), da Polícia Civil paulista, realizam, nesta quarta-feira (7), operação de combate ao crime de especulação contra a economia popular. Pelo menos quatro gerentes de postos de combustíveis na capital paulista suspeitos de praticar aumento abusivo de preços foram presos até o meio-dia.
Em alguns postos da capital paulista o preço da gasolina, que custava R$ 2,69, pulou para R$ 4,499 o litro. De acordo com o delegado Fernando Schmidt, titular da unidade de inteligência do departamento, até o meio-dia foram recebidas 15 de denúncias e realizadas quatro autuações de postos com as prisões de seus gerentes.
Dez equipes, com mais de 20 policiais civis, alguns disfarçados de clientes estão nas ruas de São Paulo. A aumento do preço dos combustíveis é decorrente da greve dos caminhoneiros que deixou a maioria dos postos sem combusítveis e carga reduzida. Por conta disso, alguns comerciantes decidiram então aumentar os preços sem motivo razoázel, o que configura crime de especulação contra a economia popular.
O delegado explicou que a Lei 1.521/51 estipula que aquele que tentar obter ganhos ilícitos mediante especulação terá de ser preso. A pena para esse tipo de crime é de seis meses a dois anos de prisão e pagamento de multa.
Segundo Schmitd, quatro postos foram fechados por suspeita de cobrar preços abusivos de combustíveis nesta quarta. Quatro gerentes dos respectivos estabelecimentos presos e levados para o DPPC, onde assinaram um termo circunstanciado (ocorrência de menor potencial ofensivo) e foram liberados.
O DPPC vai comunicar à Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre os postos flagrados cometendo o crime para que sejam adotadas medidas punitivas contra os responsáveis. Os proprietários e postos podem ter a licença para funcionar cassada, segundo o delegado. (Com informações do G1)
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